segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

E-mail falso !!! Não abra é vírus !

Recebi estes dias um e-mail supostamente da Google -Gmail , assim : (clic na imagem para visualizar melhor)


É um vírus "leve", mas muuuuuuuuuuito chato !

Não abram e muito menos "baixem arquivo".

Um beijo carinhoso, Betty

domingo, 6 de janeiro de 2008

Coisas de "Minha Avozinha...!"

(figura retirada de um livro importado de tricô , não sei o autor)
Hoje é dia 6 de Janeiro, "Dia de Reis", como se diz na minha terra (Rio de Janeiro).

Na minha família este dia tinha um sabor especial : além de ser o "dia de desmontar a árvore ne Natal" - o que para nós, crianças, era extremamente triste, tinha para compensar um lado muito festivo...

Era o dia de receber os presentinhos da "avozinha" !!!

Minha bisavó se dava ao trabalho e prazer de confeccionar pequenas prendas para cada um de seus bisnetos - eram roupinhas de boneca, bolsinhas, enfeitinhos, pantufas, etc... tudo feito por ela às escondidas de nós (que curiosos, vivíamos "fuçando" em seu armário para descobrir algo interessante ...!).



Ela sempre nos dizia que "este é que era o dia de dar e receber presentes", pois foi neste dia que os Reis Magos chegaram à Belém e presentearam o Menino, e não no dia de seu nascimento.
Estas pequenas, mas ternas lembranças têm um significado tão forte que nos acompanham para sempre, e nos alimentam. Por isso o dia 6 de Janeiro é para mim um dia muito especial.

Feliz Dia de Reis ! Com carinho, Betty

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Aurora...Minha "avozinha"....

(minha avozinha com seus 2 filhos - minha avó Marietta e meu tio-avô Joãozito)
Na minha família um fato interessante acontecia : Dezembro era verdadeiramente um mês de FESTAS . Além do Natal e Ano Novo, muitos aniversários ! Eu literalmente inaugurava as festividades - 01, e depois tínhamos 02, 04, 06, 09, 20, Natal, 26 (minha avozinha), 28 e 31 ( final de ano).

Hoje seria aniversário de minha bisavó - Aurora Glória Caspary - a quem todos chamavam carinhosamente de "Nhanhá". Ela nasceu em Cachoeiro do Itapemirim - Espírito Santo - em 26/12/1879, faria portanto 128 anos !

Pessoa incrível, nunca a vi falando mal de alguém ou reclamando ... tinha sempre um elogio , um incentivo, ou uma palavra que justificasse as falhas, erros ou deslizes dos parentes, amigos ou conhecidos...
Era modista (hoje , estilista !) e uma artesã habilidosa, criativa e impecável! Mesmo depois de bem velhinha, lembro-me dela fazendo crochê com linhas bem fininhas, apesar de enxergar bem pouco: "faço pelo tato " dizia ela.

Foi com ela que aprendi muitas coisas, dentre elas : "as primeiras letras" e os primeiros trabalhos manuais; a brincar; a ouvir histórias; a amar e respeitar o meu próximo, os animais e as plantas , e a minha primeira oração:

"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador,

já que a ti me confiou a piedade divina,

sempre me rege, me guarda e ilumina,

Amém".

Sua presença é muito intensa em minha vida, e sempre que me encontro em alguma situação delicada, difícil, me sentindo frágil ou cheia de dúvidas sua lembrança me acolhe e me fortifica.
Sempre foi e será um ser que me protege - como um anjo, talvez...
Durante muito tempo não consegui entender ou definir os sentimentos (e será que isto é possível ?!?!) que me permeam em relação a estas pessoas tão queridas que , como ela, deixaram uma imensa saudade ...até que li este verso de Drummond:

AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lamentava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada,aconchegada nos meus braços,

que rio e danço e invento exclamações alegres,

porque a ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.

(Carlos Drummond de Andrade)

Te amo muito, querida ! Betty

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O Caderno ? Não..Os Cadernos...!


Na verdade veio um grande envelope via sedex com vários cadernos e folhas avulsas contendo os mais incríveis registros.


Minha avó era uma pessoa formidável, criativa, extrovetida, alegre, mas super desorganizada !!!


Qualquer pedacinho de papel servia para ela copiar uma receita, registrar um ponto de crochê (para não esquecer, é claro !), anotar um recado ou um telefone, enfim...


Folheando-os com mamãe outro dia demos muitas risadas. Imaginem só : no alto da página tem escrito" Sapatinho de Tricô muito fácil de fazer (receita da Célia)" e em seguida vem a receita do dito sapatinho, mas logo em seguida você pode encontrar um número de telefone e o nome da pessoa com um lembrete , mais ou menos assim :"25-4398 Félix ligar 2ª feira para saber de...", em seguida -e na mesma página-você pode ser surpreendida com uma deliciosa receita de "Ovos à Creci " ... e tudo bem !


Com isto acho que teremos que mudar a apresentação inicial do blog : ao invés de "livro de trabalhos manuais ..." vamos acrescentar "e outras delícias...", que tal ?


Com tudo isto descobri que sabemos quando amamos muito uma pessoa : é quando achamos graça nos seus "defeitos" e os qualificamos de..."características"...


E eu amo estas "características" desta arteira vovó !

P.S.: Já "enriqueci" a apresentação do blog, confiram lá no início.
Com carinho, Betty

sábado, 17 de novembro de 2007

...e o caderno da vó Marieta chegou !


Parece sonho, mas é verdade !

Mamãe me ligou avisando que o tão esperado caderno chegou, que bom !

Obrigada, Tânia ! Um beijo especial pra você !

Agora vamos poder dar continuidade às postagens das "artes " da vó Marietta - que terá seu grande sonho realizado !

Aguardem...

Um beijinho carinhoso, Betty

domingo, 7 de outubro de 2007

7 de Outubro - Dia de aniversários...


Hoje, 7 de Outubro meu avô Décio completaria 100 anos, e minha avó Marietta 94 !!!

Incrível , não ? Tantas coisas em comum, até o dia do aniversário...

Mas, aonde quer que estejam, com certeza estão muito bem, e...comemorando !

Alegres, e festeros como eram hoje teríamos uma linda festa, com muita gente - amigos e familiares.

Que recebam muita luz, paz, e carinho daqueles que aqui na Terra sempre os terão na memória e no coração.

Com muito amor, da "sua vidinha", Betty

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Quem procura...acha !!!


Ainda não podemos comemorar muito, mas parece que encontraram o "tal caderno" de que falei na 1ª postagem. Estava - como eu esperava - em casa de minha tia em Brasília (última residência de minha avó aqui na Terra).



Para nossa imensa alegria a coisa não parou por aí... muitas outras coisinhas soltas, aqui e ali, lá e acolá estão sendo resgatadas, e em breve teremos muito material para postar.



Por enquanto vou apresentar o Luiz Décio, segundo esposo de minha avó e - segundo ela própria "seu maior incentivo na vida".



Meu avô Décio -era assim que ele era conhecido na família - nasceu em Campos dos Goitacazes, no "antigo Estado do Rio de Janeiro", portanto era fluminense de nascimento e flamengo "doente" de coração. Coincidentemente nasceu também no dia 7 de Outubro só que em 1907. Como ela era libriano e "flamengo"...



Meu avô era uma figura incrível - e por ele tenho "um amor pra 2000 anos" - como ele mesmo brincava...pessoa formidável..!



Me chamava de "minha vidinha", me mimava tudo o que podia, e tudo o que eu "aprontava" era para ele "uma graça !" Chegava a enfrentar a minha avó que ficava muito brava comigo com as minhas peraltices, mas para ele criança era criança, sem pecado e sem culpa, sem castigo e sem dor.



Na verdade, tanto ele como minha bisavó Aurora, eram grandes educadores - nasceram educadores.



Amavam, respeitavam , compreendiam e valorizavam a infância e as crianças como poucas pessoas que já conheci.



Nunca deixaram o ser criança deles morrer. Tinham uma alegria, um jeito de falar , sabiam o que falar com as crianças, e nunca se recusavam a brincar.



Brincavam, faziam "coisinhas especiais",e até em algumas "traquinagens" nos acompanhavam...



Minha avó o chamava de "bem meu " e eu achava isso muito diferente. Todo mundo que eu conhecia se dirigia aos seus pares pelo nome, mas eles não !



Toda vez que meu avô saía, ainda que fosse para comprar apenas uns pães na padaria que ficava na mesma quadra em que morávamos, eles se despediam com beijinho e tudo...Eu achava isto o máximo ...! Hoje sei que isto é "cuidar"...



Não vou dizer que eles não brigavam, mas o engraçado é que como ele ficava calado minha avó acabava brigando sozinha, e como brigar sozinho não tem graça, a briga acabava rapidinho !



Não me lembro de ouvir meu avô dizer "não" para minha avó.

Ele também a mimava, e muito...!



As poucas brigas que assisti dos dois aconteceram porque minha avó era possessivamente ciumenta, e ficava procurando motivo. Ele por sua vez achava graça, levava na brincadeira, o que a deixava ainda mais furiosa.Eu achava aquilo muito engraçado, parecia coisa ensaiada : " muito barulho por nada !"



Meu avô era muito comunicativo, falava e mexia com todo mundo, e adorava tomar cafezinho no bar que ficara bem embaixo do apartamento em que moravam na divisa entre o posto 6 e Ipanema. Todas as tardes ele descia pra tomar o tal cafezinho e discutir futebol.Depois passava na padaria e ia pra casa coar o café e ferver o leite para o lanche da noite.Só que no caminho ia encontrando todos os "conhecidos" daquela região, e batendo um papo...



Achei esta foto num álbum de minha mãe.Me lembro do dia em que a tiramos: lá estou eu com uns 4 anos, com meu avó na praia de Copacabana, bem em frente ao local onde morávamos.



Espero na próxima postagem colocar mais alguns trabalhos de minha avó.



Um beijinho carinhoso, Betty